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Enquete

O que falta para o Brasil se tornar uma potência olímpica no atletismo?
 

Mural de Recado

elivan carneiro
16/10/2014 às 21h39
func publico
joao pessoa Pb

diga amigo gladson gostaria de desejar muita paz saude nao so pra vc como todos os seus familiares aproveito tb para parabenizar seu grande trabalho em prol do atletismo. Atenciosamente Elivan(ciclistaUltramaratonista natural de BananeirasPb residente em [...]

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Por que o Brasil não cresce no esporte à nível internacional.

A resposta a esta pergunta poderia ser subdividida em:

A) Ao atleta por não se dedicar de “corpo e alma” naquilo que faz;

B) Por não se dar condições a ele de se desenvolver efetivamente (falta de infra-estrutura adequada).

Este último fator talvez seja mais importante que o primeiro, pois vemos um número considerável de atletas brasileiros que ao ganharem bolsa para treinarem em centros mais desenvolvidos conseguem obter grandes resultados. Como exemplo, poderemos citar, Ricardo Prado na natação (ex-recordista mundial dos 400 metros medley) e Joaquim Cruz no atletismo (medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles nos 800 metros).

Através destes dados, a conclusão que podemos chegar é que o maior problema do esporte brasileiro não são os atletas, mas seus dirigentes.

Os diretores de clubes são eleitos por centenas de conselheiros, que por sua vez o são pelos sócios do clube. Doações de quantias vultuosas a entidade podem contribuir muito para se ganhar uma eleição. Esses diretores, longe de serem ex-atletas, são empresários, são empresários de meia idade, que praticamente não possuem nenhuma vivência com o esporte.

Na maior parte das vezes os interesses deles para com o esporte, baseiam-se somente em razões individuais e egoístas. Na verdade, estes empresários procuram o esporte para que, através dele, ganhe prestígio social e sirva como trampolim para outros cargos mais importantes, com a finalidade de construírem para si um império.

Os diretores (ou “cartolas”) podem usar facilmente a sua posição nos clubes para proveito pessoal. O esporte conta com intensa cobertura dos meios de comunicação (jornal, televisão, rádio), possibilitando a eles adquirirem uma projeção até mesmo nacional e/ou internacional.

É muito comum presidentes de clubes serem políticos ou posteriormente engajarem-se na prefeitura ou no governo. Eles utilizam o esporte para granjearem votos. Desta forma, exploram os sentimentos que o torcedor tem pelo clube, ou pela agremiação esportiva a que estão filiados. Eles não apresentam intenção boa com relação ao esporte, ao atleta, ou ao torcedor.

Muitos deles acumulam riquezas “através de empreendimentos obscuros ou ilegais e compra seus cargos para adquirir respeitabilidade”. Por estes fatores que há tanto interesse, por pessoas sem nenhum conhecimento acerca do esporte, querer dirigí-lo. O maior erro, no entanto, é permitir que isto aconteça.

Eles impedem o florescer do esporte. Em um cargo de comando estes dirigentes evitam quaisquer manifestações de um ou outro atleta mais consciente, para não permitir que outros percebam o quanto são manipulados e explorados por eles. Impedindo a manifestação da verdade entre os atletas, os dirigentes fazem com que estes trabalhem descontentes, mal humorados, desmotivados e aflitos. O resultado é um esporte sem sentido: cheio de violências e desonestidades.

É muito importante que o atleta e o torcedor percebam sua força. Eles são a mola-mestra do esporte. O esporte depende totalmente deles para existir. Eles são a maioria esmagadora, ao passo que estes dirigentes nada representam em termos de quantidade e menos ainda em qualidade.

Muitos atletas prefere ficar ao lado dos dirigentes, para que eles “os protejam” do que se ligarem a seus colegas de profissão para fazerem reinvindicações, não percebendo o quanto são marionetes em suas mãos submetendo-se aos mais doentes.

Fonte Original: Esportes: Afeto ou Agressão?

Por que o Brasil não cresce no esporte a nível internacional. - Luís Carlos Salomão.

Pag. 179 h.4a Alienação do Povo pelo Esporte.

Trabalho e Capital: Norberto R. Keppe - Social Scientist.

Editado por Gilmar P. Ramos. (Webmaster)